terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sete dicas para ter tudo que o cliente quer com o menor estoque.


Às empresas que buscam competitividade são aquelas que têm um grande sortimento, possuem um estoque reduzido e tem boa disponibilidade de produtos. Até parece conflitante, mas pode ser equacionado. Como podem aumentar a oferta reduzindo o estoque. Muitas vezes cabe ao departamento de compras a correta análise da disponibilidade. Essa redução do capital empatado em estoque com o aumento da oferta depende de sete fatores. Eis as dicas:
Dica 1 – Planejar o estoque para ter tudo que o cliente quer na hora da compra.
Dica 2 – Prever o que a maioria dos clientes vão querer comprar.
Dica 3 – Saber quando vale à pena pagar mais por um produto.
Dica 4 – Saber comprar a coisa certa, na quantidade certa, no momento certo e mantê-lo em boas condições de vendas.
Dica 5 – Saber cobrar dos fornecedores um nível de atendimento que irá satisfazer seus clientes
Dica 6 – Obter informações importantes dentro da própria empresa para comprar no tempo certo o produto que seus clientes querem
Dica 7 – Planejar e estabelecer uma relação ganha – ganha com fornecedores e clientes.

Sete dicas para se ter disponibilidade de produtos mantendo um menor estoque.
O varejo, em relação a estoques opera basicamente de duas formas: Vendas a pronta entrega ou contra fabricação. A pronta entrega é a grande sacada do mercado. Na industrialização o distribuidor precisou ter estoque para praticar a pronta entrega. Enquanto a variação de cores e modelos era pequena, os estoques não eram muito representativos. Mas na medida em que o processo produtivo avança, buscando o atendimento mais personalizado cresceu os investimentos em estoque. Com a evolução da competição o varejo começou planejar melhor seu estoque, para ter uma grande oferta de produtos à pronta entrega, mas com um menor capital de giro.
Mas isto é possível? Quais são as dicas para a criação desta condição favorável?
A Dica número 1 refere-se aos quais e quantos produtos devem ser mantidos na empresa, para que quando o cliente pedir o produto ele já esteja no estoque.
A empresa deve dominar as técnicas de planejamento do estoque e entender as razões para manter estoque. Ter uma política de estoque de segurança, e considerar os giros de estoque. Calcular corretamente o Lote Econômico de Compra e operá-lo de forma eficiente. Realizar os inventários e classificar eficientemente os produtos utilizando os códigos de barra padronizados.
1.           Como entender melhor o que é estoque e porque ele existe.
2.           Para crescer o sortimento será necessário um maior aporte de capital em estoque.
3.           Porque eu devo manter e não manter estoque.
4.           Qual é o nível de estoque de segurança que deve ser mantida na empresa.
5.           Como e Por que a Curva ABC, facilita o manuseio dos produtos.
6.           Determinar o LEC de forma eficiente.
7.           Classificar eficientemente os produtos e utilizar os códigos de barra padronizados.
8.           Quanto maior é a incerteza do estoque maior é a necessidade de realizar inventários.

A dica número 2 refere-se à capacidade de acertar o que cliente irá pedir.
Sem manter um grande estoque só ter para vender aquilo que foi planejado. Ofertar e prever o que o cliente vai pedir. Trabalhar com a probabilidade de tê-lo a grande maioria das vezes. Neste momento é fundamentar a previsão de vendas.
A dica número 3 refere-se ao controle do nível de serviço do fornecedor.
Sem manter um grande estoque o produto só vai estar no ponto de venda se ele foi comprado e entregue no menor prazo, no dia combinado, na quantidade combinada e apresentar-se em perfeito estado de conservação. Neste caso a empresa deve dominar as técnicas de gestão de fornecedores, medindo o nível de atendimento e ponderando que o menor custo pode não ser o menor.
A dica número 4 refere-se em encontrar o produto que já está na empresa.
O produto só vai poder ser vendido se for encontrado no estoque. A velocidade do picking desta forma é fundamental. A empresa deve dominar as técnicas de gestão de armazéns, desde o recebimento de materiais até sua expedição. Conhecer os diversos modelos de picking e de packaging.
A dica número 5 refere-se padronização das boas práticas comerciais buscando a plena satisfação do cliente
O produto só será vendido se o cliente gostou de fazer negócio com a minha empresa. Para isso devo ter meus procedimentos padronizados e cumprir minhas promessas. Isto só acontecerá se a empresa for bem organizada, limpa e saudável. Desta forma, empresa deve dominar as técnicas de qualidade na operação logística, como o programa 5S. Os programas do ciclo PDCA, Estrela Decisória, Brainstorming, GUT, além de Fluxogramas, Diagramas de Causa e Efeito, Regra de Pareto, Diagramas de dispersão / correlação, Planejamento de Experimentos,  QFD – Desdobramento da Função Qualidade, além dos Checklist e Checksheet.
A dica número 6 refere-se a ferramentas de comunicação e informação sobre o que o cliente está querendo e o que minha empresa está comprando
O produto só vai ser vendido se a empresa tiver facilidade de comunicação entre os envolvidos e se as informações sobre o produto e serviços estiverem totalmente disponíveis. A empresa deve operar com ferramenta de Gestão Empresarial, combinado com Sistemas de Gestão de Armazém, Transporte, Ordem do Pedido entre outras.
A dica número 7 refere-se ao entrosamento com fornecedores para que eles possam trabalhar de forma que nos facilite atender clientes. O produto só será vendido se a empresa estiver afinada com meus fornecedores. A empresa deve ter habilidade de Gerir a Cadeia de Suprimento como um todo, tendo como meta o relacionamento ganha – ganha através de técnicas de colaboração entre cliente e fornecedor.
A gestão da cadeia de suprimento acontece pela iniciativa dos gestores de logística. É compreensível que o Gestor repleto de problemas coloque a integração com fornecedores para um segundo plano. O urgente que são as questões do dia a dia sempre em primeiro lugar. A integração com os fornecedores exige preparação, verificação de quais fornecedores deve ser integrados primeiro e qual são os aspectos mais relevantes da integração.
Com o custo atual do dinheiro a manutenção de grandes estoques é muito dispendiosa, e acaba comprometendo a margem de lucratividade e a sobrevivência da empresa. Pode-se considerar o controle de estoque como organização do estoque. Na Landing Page da Interlogis é possível se obter um roteiro: Veja no link:


Fernando Sobral

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